China: EUA ameaça retirar aviões de espionagem do Reino Unido com acordo de construção da rede 5G

Boris Johnson, primeiro ministro britânico. Fonte: Wikimedia Commons

Com informações do Independent e Telegraph

O Reino Unido avançou para firmar acordo de construção da rede 5G com o governo chinês, por meio da gigante da telecomunicações Huawei, esta semana. O primeiro ministro britânico Boris Johnson insistiu que a parceria vai evitar chegar próxima de áreas sensíveis como instalações militares e nucleares, além de limitar a construção em 35% de toda a infraestrutura.

“Eu prometo a vocês que perguntei a todos os funcionários do serviço de segurança e da inteligência britânica para ter certeza que os consumidores podem ter acesso à tecnologia 5G, parte vinda da China, mantendo fora de áreas críticas da segurança nacional. E não há dúvida que nós podemos permitir que a Huawei, em alguns aspectos, sem comprometer o compartilhamento de informações com os EUA, Austrália, Canadá ou Nova Zelândia”, garantiu Boris Johnson.

Por prevenção, todos os ativos militares e de inteligência que os americanos têm na Grã-Bretanha estão sendo avaliados para entender as implicações implícitas de permitir que a Huawei, a gigante chinesa da tecnologia, construa parte da nova rede sem fio.

Um ex-funcionário que deixou recentemente o Conselho de Segurança Nacional (NSC, acrônimo em inglês) da Casa Branca, e que lidera a revisão, disse que era “provável” que alguns ativos fossem removidos da Grã-Bretanha.

A fonte disse: “Isso não foi um blefe. Você não pode atenuar o perigo ao qual Boris Johnson está expondo o Reino Unido deixando a Huawei entrar na rede. Esta revisão não é um castigo. Esta é a Casa Branca dizendo ‘ok, se eles vão seguir esse caminho e se colocarem em risco, então como nos protegemos?'”.

Ainda há otimismo de que o Reino Unido possa ser convencido a fazer uma reversão, com a decisão de Johnson ainda a ser escrita em lei e uma parte dos Tories, partido de Johnson, liderando uma rebelião – aclamada por aliados no governo Trump.

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