Austrália: país irá se unir a esforço militar no Estreito de Omã

Militares dos EUA observam embarcação leve de ataque do Irã no Estreito de Omã. Foto: AFP.

As forças australianas farão uma contribuição “modesta, significativa e limitada no tempo” para uma missão liderada pelos Estados Unidos no Estreito de Omã (ou Hormuz), com o objetivo de proteger a liberdade de navegação na região do Golfo.

Com informações do The Guardian.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, anunciou na quarta-feira (21/08) que seu país enviará forças para o Oriente Médio para proteger os interesses australianos. “Esse comportamento desestabilizador é uma ameaça aos nossos interesses na região, particularmente nosso interesse permanente na segurança das rotas marítimas globais”, disse Morrison. “O governo decidiu que é do interesse nacional da Austrália trabalhar com nossos parceiros internacionais para contribuir para uma missão internacional de segurança marítima no Oriente Médio”, completou.

Morrison afirmou que cerca de 15% do petróleo bruto e 30% do petróleo refinado destinados à Austrália vêm do Estreito de Omã, o que significa que a instabilidade na região também constitui uma ameaça econômica.

O compromisso de se unir aos EUA vem depois que as tensões surgiram na região pela tomada de um navio iraniano por Gibraltar, com o apoio do Reino Unido. Acreditava-se que o petroleiro estava se dirigindo para a Síria, em violação de sanções da ONU. A embarcação acabou por ser liberada e rumar em direção à Grécia.

A ministra da Defesa australiana, Linda Reynolds, disse que enviaria uma aeronave de vigilância marítima P-8A para a região por um mês antes do final de 2019, enquanto uma fragata estaria presente por seis meses a partir de janeiro.

A Austrália é o terceiro país a se comprometer com a missão militar liderada pelos EUA, ao lado de Bahrein e Grã-Bretanha. Nosso monitoramento semanal demonstra que os EUA já contam com um porta-aviões nuclear e um navio de desembarque anfíbio de grande porte na região. O Reino Unido fez um apelo aos seus aliados europeus para que se unissem à iniciativa – até agora, sem sucesso.

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